Agentes de endemias orientam população durante 1º Diagnóstico da Infestação do Aedes

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A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), já vistoriou mais de 12 mil imóveis para o 1º Diagnóstico da Infestação do Aedes Aegypti de 2018, iniciado no dia 17 de janeiro. O trabalho, executado por agentes de endemias, é realizado com o objetivo de obter informações sobre o índice de infestação do mosquito Aedes, principal transmissor do zika vírus, da dengue e da febre chikungunya.

 

A meta é realizar a vistoria de aproximadamente 28 mil imóveis no município de Manaus. Durante o diagnóstico, que deve ser finalizado no dia 31 de janeiro, os agentes de endemias realizam a visita domiciliar, identificando e coletando as formas imaturas (larvas) do mosquito, eliminando ou tratando potencias criadouros do mosquito.

 

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explica que o diagnóstico é uma estratégia muito importante utilizada pelos municípios para o controle do mosquito Aedes aegypti por ajudar na identificação de bairros ou localidades que apresentam maior número de focos de reprodução do mosquito, além de apontar os principais tipos de depósitos onde as larvas são encontradas.

 

“Com essas informações, a Prefeitura de Manaus poderá estabelecer estratégias mais eficientes e adequadas de combate e controle do Aedes, de acordo com a situação real de cada bairro ou localidade”, explica Marcelo Magaldi, lembrando que o resultado do último diagnóstico de infestação, realizado pela Semsa em outubro de 2017, apontou Manaus em médio risco para doenças transmitidas pelo Aedes, com um índice de infestação de 2,1%.

 

Os imóveis que deverão ser vistoriados representam uma amostragem dos imóveis em Manaus e estão distribuídos nas zonas Sul, Leste, Norte e Oeste.

 

Nesta quinta-feira, 25/1, uma equipe da Semsa atuou no bairro Cachoeirinha (zona Sul), onde o comerciante Acácio Lemos, 62 anos, recebeu a visita dos agentes de endemias no local de trabalho. “Acredito na importância dessa ação de vistoria. No ano passado, recebemos, aqui no comércio, três visitas de equipes para verificar os focos do mosquito, e isso com certeza ajuda na prevenção dessas doenças”, afirmou o comerciante, garantindo que nunca adoeceu com dengue, zika ou chikungunya.

 

De acordo com o chefe de Controle de Endemias do Distrito de Saúde Sul (DISA Sul), Alciles Comape, cada distrito de saúde tem uma meta de imóveis programada em cada bairro e, além do trabalho de identificação e coleta de larvas do mosquito, da eliminação e tratamento de potenciais criadouros, os agentes têm realizado ações de Educação em Saúde orientando sobre as formas de prevenção e sobre os sinais e sintomas.

 

“É muito importante que os moradores mostrem disponibilidade para receber as equipes de agentes de endemias em casa. Se o imóvel está fechado ou se há recusa dos proprietários, não há como profissional de saúde fazer o reconhecimento do local. Não será possível destruir algum possível criadouro e o mosquito continuará se multiplicando”, reforça Alciles Comape, alertando que a população deve ter a consciência da importância de manter a sua residência livre de qualquer tipo de depósito que possa acumular água e favorecer a reprodução do mosquito.

 

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