Fapeam supera atrasos no pagamento de bolsas de pesquisa

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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) tem trabalhado com as contas no azul, o que acabou com o antigo problema de atrasos nos pagamentos dos bolsistas, que chegavam a ficar meses sem receber os recursos. Além disso, o novo Governo do Estado conseguiu outras importantes conquistas nos seus nove primeiros meses, como o pagamento de mais de R$ 17,7 milhões referentes ao ano de 2017 e R$ 11,7 milhões referentes a 2018, totalizando 1.884 bolsistas que irão fortalecer a Ciência, Tecnologia e Educação nas instituições de ensino e pesquisa do Amazonas.

De acordo com diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos da Silva, o pagamento em dia das bolsas é uma grande conquista para os estudantes. “Esse é um grande desafio. O bolsista que está fazendo curso de metrado, doutorado, conta com essa bolsa para sua sobrevivência ou complementação das despesas. À medida que essa bolsa atrasa você desestrutura o ambiente familiar, a vida pessoal dessa pessoa. No passado havia sempre problemas com atrasos, os estudantes iam para frente da Fapeam e para as redes sociais protestar. Nós, felizmente, temos mantido os pagamentos todos em dia. Isso é uma determinação superior e, com apoio da Secretaria da Fazenda, o pagamento das nossas bolsas estão religiosamente em dia”, garantiu Edson.

Os ajustes nas contas também permitiram que a Fundação pagasse mais de R$ 6,3 milhões de recursos para projetos de Pesquisa, Ciência e Tecnologia, remanescentes de anos anteriores. O novo Governo do Estado conseguiu ainda recuperar recursos de convênios junto ao Governo Federal, parados desde 2014, por falta de iniciativa de governos passados.

“Pelos convênios, o Governo Federal repassava a parte dele e o Estado tinha que depositar a contrapartida, só depois os editais podiam ser lançados. Nós tínhamos convênios de 2014, 2015, por exemplo, em que o dinheiro do Governo Federal estava na conta, mas o Governo do Estado não depositava a contrapartida, não podíamos lançar os editais e os recursos eram perdidos”, explica o diretor-presidente da Fapeam.

“Tínhamos seis convênios com esse problema, mas conseguimos depositar a nossa contrapartida, o que permitiu lançar mais 10 editais esse ano. Foi uma grande oportunidade do Amazonas se colocar em dia perante toda a classe que trabalha com Pesquisa, Ciência e Tecnologia no Estado”, destaca Edson. A conclusão e divulgação dos 10 editais de anos anteriores totalizaram mais de R$ 11,7 milhões para as universidades e institutos de pesquisas.

Conquista – Outra importante conquista do novo Governo do Estado na área foi à antecipação da liberação dos recursos destinados ao Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado. Os recursos, entre R$ 20 mil a R$ 100 mil, são destinados à organização de congressos, simpósios, workshops, ciclos de palestras e conferências, que contribuem para divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

“Nós agora estamos procurando liberar esses recursos na mão do coordenador do projeto de 60 a 90 dias antes do evento. Antigamente, eles recebiam isso no último momento. Já estamos com 99,9% dos eventos para esse ano pagos. Só há um evento, que ocorrerá em novembro, que estará sendo pago até o final desse mês. Todos os coordenadores de projetos estão com dinheiro na conta para realizar seus eventos, com isso, compram passagens mais baratas e tem a oportunidade de melhorar a qualidade dos mesmos”, explicou o diretor-presidente da Fapeam.

“A formação de recursos humanos é uma das principais atividades da Fapeam. A segunda atividade, que estamos fortalecendo, é a execução de pesquisas propriamente ditas. Aí, nós estamos procurando direcionar os projetos para temas e assuntos que possam resultar em produtos, tecnologia e conhecimentos para apoiar o desenvolvimento do interior do Estado, ou seja, para aproveitar melhor a nossa biodiversidade”, destaca Edson Barcelos.

Para o diretor-presidente da Fapeam, o Amazonas ainda não desenvolveu todo o seu potencial por falta de tecnologia e conhecimento. “A Fapeam financia a geração de conhecimento, tecnologia e formação de técnicos de nível superior de alto nível para o desenvolvimento do Estado do Amazonas. É um processo longo, mas tem que ser feito paulatinamente e sem interrupção”, conclui.

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