Minivila Olímpica do Santo Antônio recebe a primeira edição do projeto ‘Arte Comunidade’

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A ocupação dos espaços e logradouros da cidade com atividades lúdicas, educativas e esportivas, de forma gratuita, para os mais variados públicos ganhou mais reforço nesta segunda-feira, 26/2, com a primeira edição do projeto Arte Comunidade. Realizado pela Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), em parceria com o Fundo Manaus Solidária (FMS), a atividade reuniu aproximadamente 300 crianças na Minivila Olímpica Jair Sampaio do Santo Antônio (zona Oeste), e contou com a apresentação, do texto adaptado, do espetáculo ”A Bela e a Fera“.

Com estrutura física adequada e com mobiliário esportivo moderno e em concordância com as necessidades dos frequentadores, percebeu-se a necessidade de expandir o receptivo do público que utiliza a Minivila Olímpica do Santo Antônio para algo que também mexesse com o imaginário, com o lúdico e o educativo. Os valores são o foco das atividades desenvolvidas no Parque Cidade da Criança que, a partir do Arte Comunidade, terá o trabalho ampliado para outros espaços.

Segundo a presidente do Fundo Manaus Solidária, Elisabeth Valeiko Ribeiro, incentivar e promover o cuidado com o indivíduo transcende ao que é físico e ao que é material, portanto, merece atenção da mesma forma, uma vez que a formação geral do indivíduo perpassa também pelo incentivo ao desenvolvimento criativo, artístico, cultural, intelectual e emocional, que a arte é capaz de ajudar a desenvolver.

“A Prefeitura de Manaus, por meio da Semjel, está promovendo o projeto “Arte Comunidade” e nós, enquanto Fundo, estamos apoiando com a atração de público e com a divulgação dessa ação, que mexe com questões que não podem e não devem jamais deixar de fazer parte do universo infantil: o imaginário, a diversão e o lúdico”, destacou Elisabeth, reforçando que a integração das ações entre as secretarias é uma das determinações do prefeito Arthur Virgílio Neto.

O Arte Comunidade teve o apoio ainda da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Fundação Dr. Thomas.

Servidor público, Marcelo Simas, 41, levou o filho Davi Gabriel, 5 anos, para assistir ao espetáculo e parabenizou a Prefeitura de Manaus por promover atividades que resgatam os valores infantis. “Esse momento é um resgate da infância e como é lindo ter a questão da história infantil resgatada e vivida na comunidade. A Semjel, o Fundo Manaus Solidária e todos que participam desse projeto estão de parabéns. Desejo que essa ação possa ser realizada em todos os bairros de Manaus”, sugeriu.

O secretário em exercício, Rodrigo Guedes, agradeceu ao envolvimento e comprometimento dos atores do Parque Cidade da Criança, ao apoio do Fundo Manaus Solidária e demais secretarias envolvidas, enaltecendo o serviço que o projeto Arte Comunidade pode oferecer a crianças e adultos em diversos bairros de Manaus. De acordo com ele, a realização da primeira edição na Minivila Olímpica do Santo Antônio qualifica ainda mais o trabalho que já é realizado no local.

“Nós vivemos uma noite encantada, de muita alegria e nos sentimos realizados porque esse projeto trouxe e, com certeza irá levar, a muitas crianças e adultos arte e cultura de uma forma que talvez eles nunca tenham tido acesso. Agradeço a todos os envolvidos na realização deste evento, de modo especial à presidente do Manaus Solidária, a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro, que mobilizou sua equipe toda para nos ajudar a fazer acontecer o Arte Comunidade e ao prefeito Arthur Virgílio Neto, por incentivar e confiar no trabalho que realizamos aqui na Minivila Olímpica, proporcionando saúde e qualidade de vida à população. As crianças ficaram muito felizes e nós também”, afirmou.

Projeto piloto

Na semana passada, o espetáculo “A Bela e a Fera” foi encenado, ainda como projeto piloto, no Instituto Felippo Smaldone, internacionalmente conhecido pela educação a pessoas com deficiência auditiva. No local, cerca de 80 crianças, com e sem deficiência assistiram e interagiram com os atores durante a encenação. As crianças com deficiência tiveram o auxílio de uma tradutora de libras.

Conforme a psicóloga do Instituto, Rosália Gaspar, a apresentação da peça foi mais uma oportunidade de trabalhar a inclusão, a sensibilidade e introjetar nelas (crianças) valores, história, cultura, além de ensiná-las a distinguir atitudes, as certas das erradas. Atualmente, o Instituto Felippo Smaldone trabalha a educação especial com 370 crianças, destas 180 são surdas.

“Nós agradecemos pela iniciativa e desejamos que possamos ter outras oportunidades de trabalhar a inclusão com atividades como essa. É importante esse conhecimento da história, que é repassado por meio da fantasia, porque, além de encantar, resgata valores da infância. A Bela e a Fera nos mostrou que sempre há a possibilidade de haver o vínculo de entendimento, compreensão, solidariedade, amor, perdão nos relacionamentos entre as pessoas”, afirmou Rosália.

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